Mateus 18

1993 - Almeida Revisada e Atualizada

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1

Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?

2

E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles.

3

E disse: <J>Em verdade vos digo que, se não vos converterdes</J> <J>e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.</J>

4

<J>Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.</J>

5

<J>E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe.</J>

6

<J>Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar.</J>

7

<J>Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo!</J>

8

<J>Portanto, se a tua mão</J> <J>ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno.</J>

9

<J>Se um dos teus olhos</J> <J>te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo.</J>

10

<J>Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus veem incessantemente a face de meu Pai celeste.</J>

11

<J>[Porque o Filho do Homem</J> <J>veio salvar o que estava perdido.]</J>

12

<J>Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixará ele nos montes as noventa e nove, indo procurar a que se extraviou?</J>

13

<J>E, se porventura a encontra, em verdade vos digo que maior prazer sentirá por causa desta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram.</J>

14

<J>Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos.</J>

15

<J>Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão.</J>

16

<J>Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas,</J> <J>toda palavra se estabeleça.</J>

17

<J>E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano.</J>

18

<J>Em verdade vos digo que tudo o que ligardes</J> <J>na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus.</J>

19

<J>Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus.</J>

20

<J>Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.</J>

21

Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?

22

Respondeu-lhe Jesus: <J>Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.</J>

23

<J>Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos.</J>

24

<J>E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.</J>

25

<J>Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga.</J>

26

<J>Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei.</J>

27

<J>E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida.</J>

28

<J>Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves.</J>

29

<J>Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei.</J>

30

<J>Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.</J>

31

<J>Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera.</J>

32

<J>Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste;</J>

33

<J>não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?</J>

34

<J>E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.</J>

35

<J>Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.</J>